Lima Barreto criticou colunismo social nos jornais no início do século XX
HISTÓRIA
Em seu cardápio de alvos, Lima Barreto (1881-1922), o homenageado da Flip 2017 — que começa quarta, agora —, reservou espaço para o colunismo social praticado no início do século XX. As críticas do grande escritor são lembradas pelo coleguinha Joaquim Ferreira dos Santos no livro “Enquanto houver champanhe há esperança — Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral”, este sim um revolucionário do colunismo de notas.
Veja só o que andou dizendo sobre o tema o autor de “Triste fim de Policarpo Quaresma”:
“Não se compreende que um jornal de uma grande cidade esteja a ensinar às damas e aos cavalheiros como devem trazer as luvas, como devem cumprimentar e outras futilidades. Se há entre nós sociedade, as damas e cavalheiros devem saber essas coisas e, se não sabem, contratem um professor. Não há de ser com preceitos escorridos diariamente, sem ordem, sem método, que um acanhado fazendeiro há de se improvisar em caxangá”.
Ou ainda:
“Se o matuto quer imiscuir-se na sociedade, tome um professor. De resto, esses binóculos, gritando bem alto elementares preceitos de civilidade, nos envergonham. Que dirão os estrangeiros, vendo pelos nossos jornais que não sabemos abotoar um sapato?”
Faz sentido!
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